sábado, 5 de dezembro de 2009

Rage!!

Já era pra eu ter postado há mais tempo!!

rage4

rage5

rage6 

rage7

Nietzsche 0 x 4 Padre Bonitão.

domingo, 29 de novembro de 2009

17 PRINCÍPIOS PARA FAZER SUCESSO NA MPB ATUALMENTE

  1. Seja homossexual ou deixe a dúvida no ar.

  1. Deixe seu cabelo encaracolar e crescer desordenadamente. Se tiver cabelo escorrido, um permanente será de extrema importância.

  1. Se for mulher, imite a Elis Regina; se for homem, imite o Djavan; se fizer música instrumental, imite qualquer ícone do jazz que toque seu instrumento.

  1. É sempre importante misturar ritmos, mesmo que sem nenhuma ligação, como maracatu com corais femininos búlgaros. Qualquer coisa com música eletrônica é topo das paradas.

  1. Nunca esqueça de largar sua banda quando começar a ficar famoso de verdade.

  1. Se for de Pernambuco, toque samba; se for do Rio, toque música de candomblé; se for da Bahia, toque música caipira; de for de Minas, toque forró. Caso alguém pergunte o motivo dessa discrepância, argumente que seu estado tem uma forte tradição nesse tipo de música e que você está tentando resgatá-la.

  1. Se não for de nenhum dos estados citados acima, se mude pra um deles e finja que nada aconteceu.

  1. Ser apadrinhado pelo Caetano vale ouro.

  1. Arrume um nome artístico eficiente. O modelo nome-sobrenome é tiro certo, mas você também pode optar por um nome único, contanto que seja esdrúxulo.

  1. Toque sempre com músicos competentes, mas não deixe nunca que eles se mostrem mais competentes do que você.

  1. Uma boa maneira de não dar destaque aos músicos é vesti-los todos de preto enquanto você se veste com uma rede com a bandeira do Brasil estampada.

  1. Ainda insistindo nos músicos, lembre-se que os melhores adotam sempre a alcunha de apelido + de + artigo definido + instrumento que tocam (ex: Dudu do baixo, Chico do sax, etc.).

  1. Diga sempre que é autodidata, mesmo que tenha doutorado em composição pela Universidade de Berlin. Isso fará com que ocorra o seguinte diálogo: - Nossa, esse cara é muito bom!/ - Pois é, e é autodidata!/ Caralho, muito foda!, o que aumentará sua fama.

  1. Grave uma versão de Asa Branca ou Garota de Ipanema; gravar as duas em pout pourri será mais eficiente ainda.

  1. Seja filho de algum orixá e devoto de algum santo.

  1. Se alguém perguntar suas influências cite a música erudita européia, os batuques da periferia de alguma metrópole brasileira, a nouvelle vague, a literatura russa, Heidegger e o curupira, ou quaisquer elementos semelhantes aos citados.

  1. Faça uma conta no twitter e no facebook, mas nunca no orkut. Orkut é mainstream demais.

domingo, 22 de novembro de 2009

Medusa

Para os que não sabem, a Medusa não morreu pelas mãos de Perseu, como dizem os nossos bons mitólogos. A verdade é que Medusa era até gente boa, e quando Perseu chegou lá armado com sua foice mágica, Medusa serviu um chá, articulou um acordo, e os dois chegaram a conclusão que o melhor seria enganar a todos e manterem-se ambos vivos.

Medusa continuou, portanto, viva, e bem viva, diga-se de passagem. Tratou de se esconder, pra não dar bandeira, e deixou um pouco de lado aquela mania de fica petrificando as pessoas. Depois de muita reflexão sobre seu eu interior, descobriu que toda essa história de Górgona maligna era somente um trauma por ter ficado “feia”. É, “feia”, com aspas mesmo, porque depois de se dar uma boa olhada no espelho (óbvio que seu poder não funcionava nela mesma, dãaa), percebeu que nem era feia como todos diziam, era tudo questão de preconceito, afinal, se a ideia do belo vai mudando conforme os tempos e as sociedades, porque deveria ela ficar presa a uma concepção do belo criada por gente que corria pelada pra mostrar os músculos? Que fútil, pensava Medusa, e por muito tempo viveu feliz e petrificando só de vez em quando, por nostalgia mesmo.

E Medusa passou pelos séculos acompanhando todas as mudanças no belo, e, por conseguinte, na sociedade. Até que criaram os Diretitos Humanos, e a proíbição internacional do assassinato, o que obrigou Medusa, como mito ocidental e cidadã do mundo a usar sempre óculos escuros e deixar a nostalgia dentro do coração.

Livrou-se da coleção de estátuas de ex-pessoas, e nem ao menos tentou vender como obras de arte que na verdade não eram, afinal, como já disse antes, Medusa até que era gente boa, e não queria enganar os pobres amantes das produções artísticas.

Entretanto, a humanidade nunca foi muito gentil com a Medusa, e certo dia, a polícia fez uma batida secreta na casa dela, procurando vestígios de crimes contra os seres humanos. Acharam, numa sala decorada com várias pinturas, vasos, instrumentos musicais, livros em estantes, entre outras coisas, uma estátua do que parecia um ser humano, e logo levaram Medusa presa, acusando-a de assassinato frio e cruel, o que já esperado, afinal uma vez Górgona, sempre Górgona.

A confusão foi grande, Medusa não queria ir, falava exaltada que eles não entendiam de nada, que aquilo não era crime, muito pelo contrário, que era parte de uma das melhores coisas da vida, o que acabou revoltando os policiais, que deram uma coronhada na nuca de Medusa e a levaram algemada, no porta-malas do carro, para a delegacia, onde permanceu presa até o julgamento, que por sinal, demorou vários meses até acontecer.

Mas tudo se resolveu quando, ao chamar a primeira testemunha de defesa, o advogado de Medusa convocou Salvatore Onofrio, famoso artista plástico neo-expressionista italiano, e grande amigo  de Medusa. Salvatore logo esclareceu que a estátua de pedra que Medusa guardava em sua sala era um presente do artista, pois, como todo grego que se prese, Medusa era amante das artes.

O juiz, que sabia um pouco das coisas, perguntou ao tenente responsável pela operação se ele não havia notado que a estátua “da pobre pessoa petrificada” tinha cabeça de porco e patas de bode.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Aprender Mais, Respeitar Menos

 

  1. “Afinal, você vem de uma dinastia de professores” e “toda nossa família é de professores: você, seu pai, seu irmão e eu”, foram frases que eu escutei há pouco tempo, pronunciadas por meus pais. Ambas têm em comum o fato de me colocarem no papel de professor, porque, como alguns sabem, iniciei finalmente essa carreira inescapável há pouco tempo atrás. Meu empregador, o Governo do Estado de Pernambuco, achou que eu era capaz de lecionar num projeto chamado Aprender Mais, cujo objetivo é dar aulas de reforço para os alunos com menor desempenho – notas baixas, no bom português. Projeto esse, aliás, que eu sou bastante contra, por vários motivos. Dentre eles, o fato do Estado pagar mais – proporcionalmente falando - aos professores extras (como eu) do que paga aos professores normais; eu acredito que uma das soluções para melhorar o ensino é valorizar o trabalho do professor com, entre outras medidas, aumento salarial, para que assim eles tenham melhores condições materiais, emocionais e ideológicas para trabalhar. Solução tapa-buraco (bem ao jeitinho brasileiro) é contratar mais professores para dar mais aulas, ao invés de procurar melhorar a qualidade das aulas já proporcionadas. Pois é, sou contra o projeto que me garante o salário (que faz 3 meses que não recebo) porque acho que ele é uma grande demagogia – o que talvez me faça, ao contrário do que pensam meus pais, mais um pensador do que um professor.
  1. Tapa-buraco, mas com ares de grandes coisas, como grande parte das soluções que nossos representantes costumam concretizar. Tanto que esses dias fui chamado para participar de uma capacitação destinada aos professores de língua portuguesa do projeto. “Discutir os rumos das nossas aulas”, era o objetivo, pelo que me disseram. Ok, o parece que o Estado resolveu fazer algo de concreto a respeito do projeto, já que nós (professores e alunos) não recebemos material, nem direcionamento, nem mesmo salário. Mas... tapa-buraco é sempre tapa-buraco, não? O local da capacitação me lembrou muito dos meus tempos de outro trabalho – triangueiro no grupo de mamulengo do meu pai -, quando nós fazíamos apresentações nas quadras de escolas da prefeitura, com uma acústica deprimente e um som que mais quebrava o galho do que propriamente funcionava. A diferença era que agora eu estava de frente para o palco, e não em cima dele. Senti pena da capacitadora, lutando com o barulho dos alunos no recreio e com o burburinho dos professores convertidos em estudantes, gastando a garganta com pessoas que não conseguiam escutá-la, mesmo que quisessem. É, me lembrei várias vezes do mamulengo, vendo toda aquela gente que mais parecia bonecos encenando em cima de um palco pobre o triste drama da educação.
  1. A) Em certo momento, senta-se ao meu lado um sujeito que havia chegado atrasado e me pergunta o que aconteceu. “Falaram sobre leis”, digo eu, e ele me pergunta se haviam falado sobre o incentivo ao professor (não falaram); B) uns dois metros na minha frente, uma dona com cara de João Plenário (é, aquele mesmo) faz piada perguntando pelo dinheiro (cena emblemática, penso eu: a cara de personagem de A Praça é Nossa rindo de uma situação miserável remete à falta de graça do programa); C) Um pouco depois a capacitadora fala que virá uma emissora de TV gravar o encontro e que os professores deveriam ficar quietos, o que leva um outro sujeito, sentado à minha frente, a perguntar se com eles vem o carro trazendo o dinheiro. Fazem propaganda do insucesso travestido de trabalho, e nem querem pagar o cachê dos atores e maquiadores.
  1. Paulo Freire chama a atenção para o caráter imanentemente dialético do processo do processo educacional: “quem ensina aprende ao ensinar e quem aprende ensina ao aprender”. Isso tá lá, em Pedagogia da Autonomia, livro que qualquer educador minimamente formado deve ao menos ter ouvido falar. O curioso é que as autoridades, se sabem disso, parecem querer restringir essa dialética somente ao plano teórico do processo educacional, ignorado qualquer dialética no sistema educacional. Pesquisadores não escutam os professores. Políticos não escutam os professores. Professores não escutam os professores. Existe uma espécie de “ditadura da voz” no sistema educacional – o que revela talvez uma outra falta de leitura, Bakhtin –, onde o poder do status mantém o direito à fala, incluindo aí a fala dos professores, já que, como foi exemplificado acima, eles só podem representar o texto alheio.
  1. Não quero concluir nada com isso. Soluções para a educação no Brasil há várias, nenhuma que aparentemente funcione. Especificamente para esse projeto eu vejo uma: acabar com ele. Mas, jacaré colocou essa sugestão na folhinha avaliativa da capacitação? Pois é, nem eu. Bem, ainda tenho esperança que eles paguem meus salários, mais dia, menos dia. É, talvez eu tenha chegado a uma conclusão: meus pais tinham razão, sou professor. Afinal, continuar num trabalho indigno por falta de opção de coisa melhor não é o que une a classe toda?

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Selos!

Olha só, pela primeira vez eu recebi um selo; na verdade foram 5 de uma vez!! Quem me deu esse presente inesperado foi meu xará mineiro, que escreve no Meus Pensamentos. Eis aí os ditos:

1 - Esse Blog Tem Tudo que eu Preciso

selo Esse Blog Tem Tudo Que preciso

2 - Blogueiro Honesto

selo blogueiro honesto

3 - Esse Blog é um Sonho

selo ESTE_B~1

4 - Esse Blog me Faz Sorrir

selosorrir

5 - Eu Fui Indicado Para o Selo Meme

selo meme

Diz a tradição – e eu sou um tradicionalista – que eu devo enumerar 8 características minhas e indicar 8 blogs para os selos. Mas eu já expliquei antes que este blog não é para falar sobre mim, então vou listar 8 características da minha “obra”:

1 – Imatura – não no sentido de tratar das coisas de maneira infantil, mas no sentido de estar ainda no início, dando seus primeiros passos; estou longe de me consagrar em qualquer coisa que seja, então vou aproveitando para aprender o máximo que posso;

2 - Besta – em vários aspectos eu parto para o besteirol puro, reflexo da minha personalidade, diriam os psicologistas;

3 – Kitsch – difícil de alguém que está no meio do caminho entre a cultura de massa e a erudita não cair nessa armadilha; pelo menos eu tenho consciência de que estou enrolando às vezes;

4 – Irreverente – lembro bem que eu queria lançar um disco de sambas cômicos cujo nome era bastante emblemático: "Não consigo ser sério”;

5 – Séria – nem tudo na vida é brincadeira, né? Procuro problematizar as questões que me incomodam na vida, e isso se transfigura no que eu produzo, embora nem sempre eu obtenha um resultado satisfatório;

6 – Fantástica (não no sentido de formidável) – a realidade é moldável, aprendi isso no pouco que eu conheço de Mago: a ascenção. Por isso eu que muitas vezes minhas ideias partem para o absurdo, porque eu quero mostrar, à la Kafka (comparação bem exdrúxula), como a realidade é absurda às vezes; ou que nós vemos menos do que o que realmente existe para se ver;

7 – Genérica – não quero datar o que eu escrevo, por isso tento muitas vezes deixar tudo muito genérico, para que possa representar muito mais do que um momento histórico pré-determinado; dessa forma;

8 – Divertida – eu pelo menos me divirto muito escrevendo, desenhando, copiando e colando, não sei se vocês se divertem lendo. =)

Depois desse exercício de auto-exegese, vamos às indicações:

1 – Estação Garimpo – do meu bróder Dj. Literatura, música, e outras coisas.

2 – Espalitando Dente – Paulo Bono publica seus excertos do cotidiano, poetizados de maneira pouco ortodoxa.

3 – Monstro de 21 Rostos – roteiros de histórias em quadrinhos que nunca verão a luz do sol, por Jean Felipe.

4 – Blog das 30 pessoas – várias pessoas, vários textos, várias surpresas.

5 – olhos furta cor, coração a mil – Dandara brinca de poetar em prosa.

6 – Capinaremos – Tá, é apelação, mas esse blog é MUITO bom.

7 – Igreja Internacional – Só o Pr. Silas salva! (obs: já foi bem melhor e hoje tá meio capenga, mas vale a pena ler os textos de vez em quando).

8 - A MACAXEIRA SEMIÓTICA – Nosso querido Um picariano sempre (nem sempre) nos agraciando com o que há de melhor da literatura latino-americana e mundial.

Bem, é isso. Agradeço ao Lucas que me agraciou com os selos e recomendo a leitura dos blogs indicados. Abraço a todos!

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Rage!!

Descobri essa série de tirinhas no Capinaremos (pra quem não conhece esse blog, recomendo que procure o mais rápido possível!), e resolvi brincar de fazer alguns também. Sendo o Rage uma série muitas devez de humor negro, espero que ninguém se ofenda. Por enquanto só fiz esses, mas depois eu posto mais!

rage1

Essa foi sacanagem

rage2.1

Que blogueiro nunca passou por isso? Eu não!!

rage3

Ficou sem resposta, Nietzsche?

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Pânico

Esses dias tenho pensado constantemente que vou morrer. Não que esteja cogitando o suicídio, muito pelo contrário: cada vez mais me velo lutando desesperadamente para encher meus pulmões com ar e fazer meu coração continuar batendo. Mas sinto sempre a morte por perto, me rondando, me espreitando, às vezes chegando perto e cortando um pedaço da minha vida com sua lâmina gelada. Esse é o medo: de que ela esteja realmente por perto. E é justamente esse medo que está me matando.

Certas vezes a sinto tão próxima que pareço ver sua sombra projetando-se na minha frente. Viro-me então assustado e nada vejo além de nada. Em outras ocasiões quase posso sentir sua mão tocando meu ombro de leve, ou acariciando meu cabelos, como se tentasse me dizer para não temê-la, pois suas intenções são as mais nobres possíveis. Novamente a procuro com os olhos e não a encontro. Talvez seja esse meu erro, tentar vê-la com os olhos, que não podem achar o invisível. Deve ser isso, pois não acho que esteja tendo alucinações. Pelo menos não por causa de algum erro de receita médica, já que não tomo nenhum remédio. Desde sempre me recusei a tomá-los. Não gosto dessa idéia de calma ou felicidade, que já se compra pronta, sintetizada e embalada, e cujo acesso só se consegue se um senhor vestido de branco te escrever um conselho num pedaço de papel ou se você tiver um amigo em condições financeiras não tão boas que o obriguem a trabalhar por detrás de um balcão. Calma, felicidade? Isso me soa mais como business.

Não, não acredito nos remédios. O que posso fazer, sou fruto dessa coisa que alguns chamam de pós-modernidade, com sua desconfiança das confianças e das desconfianças. Hoje em dia acabam-se cada vez mais as certezas, e o que sobra é somente o sonho do que antes se sabia real. Nada mais de muros para além dos quais não se pode ir, mas também nos quais podemos nos apoiar. É preciso se fechar às vezes – quase sempre – mesmo que não percebamos, pois só assim é que podemos ter uma idéia de onde agüentamos pisar. Mas hoje em dia; como saber aonde ir? Talvez essa seja a causa do medo: a impossibilidade de se saber seguro num mundo onde as verdades já se foram há tempos.

Num mundo onde só resta o medo e a morte. E o meu medo é de temer os dois. Cada vez que os sinto por perto meu coração dispara, as pernas tremes descontroladas, o ar parece que some ao meu redor. Perco de repente todas as forças, e só consigo pensar em parar de pensar. Minha doença está toda em mim, começa em mim e só terminará em mim. Disso eu sei, não preciso de nenhuma ciência, nenhuma hora marcada que me diga. Só não sei onde é que ela termina, embora eu tenha uma idéia de onde ela começa. Mas isso realmente ajuda? Saber que nada sei?

Só o que sei é que um fim se aproxima, seja ele qual for, pois não durarei mais muito tempo assim. Ou eu encontro uma saída, ou o medo acabará por me envolver tanto que serei sufocado. No fim, finalmente encontro um muro, talvez o último deles: o medo é o que me conduz, nos conduz nesses novos séculos, o medo de ficar doente, o medo de ser roubado, o medo de ficar sozinho, o medo de uma nova Guerra, o medo de não sermos humanos ou divinos, o medo de estarmos errados quanto a tudo o que criamos nesses milhares de anos de civilizações. Esse é nosso apoio derradeiro, aquele que norteia meus passos, que me guia por um caminho que só me levará a ela, aquela que eu temo tanto, que me acaricia às vezes como que dizendo para não me preocupar com o que há de vir, que será tudo igual no fim de tudo.

Esse é meu verdadeiro pânico: que tudo seja igual no fim de tudo.